Aos 72 anos, morre Valdir Espinosa, técnico campeão do mundo pelo Grêmio

Ex-treinador sofreu complicações após cirurgia no intestino

Aos 72 anos, morre Valdir Espinosa, técnico campeão do mundo pelo Grêmio Espinosa deu os títulos da Libertadores e Mundial 1983 ao Grêmio Fernando Gomes / Agencia RBS Notícia do dia 27/02/2020

Valdir Atahualpa Ramires Espinosa, 72 anos, morreu nesta quinta-feira (27), no Rio de Janeiro. O ex-técnico foi vítima de complicações de uma cirurgia no intestino, realizada há 10 dias, e voltou a ser internado no dia 20 de fevereiro.

 

Ex-jogador do Grêmio, Espinosa entrou para a história do clube ao ser o técnico que conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubesde 1983. Atualmente, desempenhava as funções de gerente de futebol do Botafogo. A última passagem pelo Grêmio foi entre 2016 e 2017, como coordenador técnico.

 

História no Tricolor

 

Nos anos 1980, foi responsável por indicar a contratação de Renato Portaluppi ao Grêmio. Em um treino do Esportivo em Bento Gonçalves, o então jogador veterano Espinosa enfrentou um garoto muito habilidoso pela lateral do campo. Anos depois, já como técnico, deixou o Esportivo para assumir o comando do Tricolor e lembrou de Renato, camisa 7 que havia vencido todos os embates contra ele naquela atividade na Serra. Começava, assim, em 1981, a trajetória de Portaluppi no Grêmio.

 

Entre 1983 e 1984, a dupla escreveu os maiores capítulos da história tricolor no futebol. A conquista da Libertadores e do Mundial deixou o nome de Espinosa e seus comandados nas páginas mais gloriosas da memória do Grêmio e seus torcedores.

 

Recentemente, Espinosa voltou ao clube para auxiliar Renato Portaluppi na reconquista continental. Em 2016, era o coordenador técnico do elenco que encerrou a seca de 15 anos sem títulos vencendo a Copa do Brasil com autoridade técnica e um futebol que encantava. 

 

Valdir Espinosa também trabalhou como treinador no Verdy Kawasaki, do Japão, Coritiba, Paraná, Portuguesa, Athletico-PR, Fortaleza, Ceará, Santa Cruz, Duque de Caxias, Metropolitano, Vasco e Fluminense, além de ter sido coordenador técnico em Grêmio, Esportivo e Botafogo.

 

Ele havia se despedido dos jogadores do Botafogo na sexta-feira antes da cirurgia, sem previsão para a volta. Jornalistas cariocas que cobriam a situação relatam que Espinosa fez o comunicado de maneira muito emotiva. O clube o liberara de suas funções até que ele estivesse 100% recuperado do procedimento.

 

Fonte: Gaúcha ZH

 

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