Amazonas Energia propõe data para diminuir poluição sonora em Parintins

Empresa também foi chamada a apresentar plano de mudança de local da usina que hoje é no centro da cidade

Amazonas Energia propõe data para diminuir poluição sonora em Parintins Foto: Márcio Costa Notícia do dia 12/08/2020

O dia 28 de agosto de 2020 foi proposto como prazo pela Amazonas Energia  concluir seu plano de atenuação de ruidos em toda área entorno da usina de Parintins. Em menos de um mês foram dois protestos realizados por moradores, que revoltados, relatam prejuízos no seu bem-estar, de saúde e até danos estruturais em residências. A reunião desta terça-feira na Prefeitura de Parintins foi proposta pela Defensoria Pública e contou com com representantes da Amazonas Energia, da empresa GoPower, moradores, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas e Procuradoria Jurídica do Município. 

A primeira etapa concluída no dia 28 de julho foi a substituição dos silenciosos externos nos grupos geradores, o que não surtiu efeito para a população. No dia 14 de setembro, foi dado ainda prazo para que a empresa apresente uma proposta de acordo que contemple redução efetiva de ruídos e mudança de local da usina. 

 

O defensor público Gustavo Cardoso afirmou que esse cronograma para atenuação de ruídos foi uma exigência junto a concessionária. "A população tem sofrido com ruído, trepidação, vazamento de óleo e fuligem e que vários danos sofridos são irreparáveis. Ninguém devolve a dignidade das pessoas não poderem conversar em frente as suas casas, gente com provável dano auditivo, com rachaduras em suas casas, ainda mais neste contexto de pandemia. O pessoal colocou isso e exigiu um compromisso efetivo da Amazonas Energia", descreveu.

 

Gustavo afirmou que há um consenso em que Amazonas Energia deve responder a todos os ofícios referente as informações de sua atividade no local. 

 

O defensor público afirmou no dia 14 de setembro a proposta de acordo da Amazonas Energia será apresentada para a população. "A Defensoria Pública não vai assinar qualquer documento sem que antes passe pela avaliação popular. É um pleito que envolve quase 20 anos", ressaltou.

Foto: Márcio Costa

 

Márcio Costa/ AmEmPauta

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