Ministério Público detalha Operação Nabado, deflagrada em Parintins e Maués-Am

Mandados de prisão e busca e apreensão também foram expedidos para a Comarca de Maués

Ministério Público detalha Operação Nabado, deflagrada em Parintins e Maués-Am Foto Jean Beltrão/Rede Amazônica Notícia do dia 02/09/2021

 

 

O Ministério Público do Estado do Amazonas detalhou em nota a operação Nababo, realizada em Parintins e em Maués, na qual foram expedidos 10 mandados de prisão temporária além de busca e apreensão. Segundo o MP, o principal suspeito mostrava elevado padrão de vida e ostentação.

 

Até o início da tarde desta quinta-feira, tinham sido presos pela Polícia Civil e Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime - GAECO em Parintins: Erleson Corrêa Lima, de 28 anos / Jorge O. F. Ribeiro Neto, 33 anos /  Alan Cardelli Oliveira, 26 anos /  Samuel Ribeiro Neto, 28 anos.

 

No município, os acusados atuavam na loja Smart Store, especializada na venda de celulares de alto padrão.

NOTA A IMPRENSA

 

Foi deflagrada, na presente data, a Operação Nababo, pelo Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado-GAECO, do Ministério Público do Amazonas- MPAM, na qual foram cumpridos dez mandados de prisão temporária, além de medidas de busca e apreensão no interesse de coletar provas e, ainda, sequestro de bens e valores para reparar os prejuízos decorrentes das condutas criminosas sob investigação. As medidas foram empreendidas nas comarcas de Maués e Parintins.

O objetivo da Operação Nababo foi reprimir ação criminosa consistente na emissão fraudulenta de alvarás para saque de valores constantes de contas vinculadas a processos judiciais arquivados.

Durante a apuração dos fatos constatou-se a existência de indícios veementes de movimentações processuais injustificadas, consistente na inclusão de nomes de pessoas, ora também investigadas, como partes/advogados, apesar de, na verdade, não possuírem relação com os processos, sendo pessoas próximas, do convívio do principal suspeito, ou seus familiares.

Após a inclusão indevida de tais pessoas como partes ou advogado(a), ocorria a emissão de alvarás, exclusão dos nomes estranhos inseridos nos autos e, ainda, apagamento das movimentações processuais irregulares respectivas, além de colocação de sigilo sobre sobre estes atos, para dificultar o conhecimento do desvio e de seus rastros.
Analisando as movimentações suspeitas, foi possível rastrear o uso constante de determinado perfil de usuário e senha de uso pessoal presente na imensa maioria das movimentações, apontando servidor terceirizado do Tribunal de Justiça do Amazonas como principal suspeito de operar o esquema, possivelmente também fazendo uso, sem autorização, de outro perfil e senha de usuário para concluir parte dos desvios. Levantamentos preliminares dão conta de que houve a emissão de alvarás indevidos em pelo menos 6 comarcas, com possíveis prejuízos acima de R$ 1,2 milhão, valor este ainda em apuração e a ser confirmado.

O nome da operação decorre da exposição, em redes sociais, de elevado padrão de vida e ostentação por parte do principal suspeito, incompatível com sua remuneração no Tribunal de Justiça, que não justificaria o estilo nababesco exposto publicamente.

A apuração dos fatos ocorreu com assídua colaboração e participação da Corregedoria do Tribunal de Justiça que, tão logo teve conhecimento dos fatos, comunicou ao Ministério Público e compartilhou provas, além de ter possibilitado a célere investigação dos fatos, que ainda segue.
A Operação Nababo contou, ainda, com prestimosa colaboração da Polícia Civil do Amazonas, diante do apoio operacional prestado pelas equipes das delegacias de Maués e Parintins.
A Decisão que deu origem à Operação foi proferida pelo Plantão Criminal da Comarca de Itacoatiara.

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