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Notícia do dia 18/01/2019
O Ministério Púbico do Estado do Amazonas publicou duas portarias sobre o Baile da Gaiola realizado em Dezembro de 2018. Na festa, foram flagrados mais de 200 menores de idade, entre eles 17 crianças, estando a maioria deles em visível estado de embriaguês e sob uso de substâncias entorpecentes.
A PORTARIA Nº 001/2019-2ªPJP trata de PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO onde 2ª Promotoria de Justiça de Parintins vai “acompanhar a situação dos adolescentes que foram identificados e participaram da festa intitulada BAILE DAS GAIOLAS, e seus pais e responsáveis”.
A segunda portaria a Nº 002/2019-2ªPJP, também assinada pela promotora Lilian Nara no dia 11 de janeiro, é um extrato inquérito civil que visa apurar a responsabilidade administrativa, cível e criminal do(s) organizador(es) da festa, bem como do(s) proprietários do local onde a festa foi realizada.
A Ação Conjunta que flagrou a realização do baile da Gaiola aconteceu por ordem do Juiz da Infância e Juventude da Comarca de Parintins, Dr. Saulo Góes Pinto e por recomendação do Ministério Público, através da Dra. Lilian Nara Almeida, promotora da Infância e Juventude da Comarca de Parintins. A Força Tarefa foi coordenada pelo Comissariado da Infância e Juventude da Comarca de Parintins em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Conselho Tutelar, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Terras e Arrecadação, SEMASTH, CREAS e CRAS.
Segundo relato dos próprios adolescentes, a festa foi organizada pelas redes sociais e na festa havia a comercialização de bebidas (cerveja, cachaça, vodka) e drogas, entre elas maconha, cocaína, pasta base de cocaína, oxi e crack.
Alguns adolescentes foram encaminhados ao hospital em coma alcoólico e quadro de overdose e segundo apurado pela polícia, duas adolescentes foram drogadas e abusadas sexualmente.
O Clube Caprichoso, local do evento foi interditado. A diretoria do Bumbá chegou a emitir nota se isentado da responsabilidade pelo evento.
Márcio Costa/Am Em Pauta
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