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Calor acima dos 35°C exige mais hidratação e muda cuidados com a alimentação no verão amazônico

Frutas, vegetais e bebidas naturais ajudam na reposição de líquidos e eletrólitos, enquanto crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção especial

Calor acima dos 35°C exige mais hidratação e muda cuidados com a alimentação no verão amazônico Foto: Magnific Notícia do dia 10/09/2026

 

Com temperaturas que ultrapassam os 35°C, o verão amazônico exige cuidados extras para evitar a desidratação e outros problemas provocados pelo calor intenso. Além de aumentar o consumo de água, ajustar a alimentação pode ajudar o organismo a repor líquidos, eletrólitos e nutrientes perdidos ao longo do dia.

 

A orientação ganha ainda mais importância para quem trabalha ou pratica atividades físicas ao ar livre, já que a transpiração aumenta a perda de água e exige reposição adequada. Segundo guia publicado pelo Ministério da Saúde em 2026, períodos de calor extremo podem provocar desidratação, exaustão térmica e insolação, além de agravar doenças cardiovasculares e respiratórias.

 

Entre os alimentos que podem contribuir para a hidratação estão frutas com alto teor de água, como melancia, melão e abacaxi. Na região amazônica, opções como cupuaçu e camu-camu também podem fazer parte da rotina, fornecendo vitaminas e antioxidantes.

 

Pepino, abobrinha e alface são outros exemplos de alimentos que ajudam no equilíbrio hídrico e ainda fornecem fibras, favorecendo a digestão durante os períodos de temperaturas elevadas.

 

“A água representa mais de 90% da composição de frutas como melancia e melão, o que as torna opções naturais e eficientes para hidratar o organismo, principalmente quando consumidas entre as refeições, nos horários de pico de calor”, explica Fernando Paiva, professor do curso de Nutrição e Dietética do Centro de Ensino Técnico (Centec).

 

O que colocar no prato

 

Nos dias mais quentes, refeições mais leves também podem ajudar a tornar a alimentação mais confortável. Saladas e preparações que combinam frutas e vegetais aumentam a presença de alimentos frescos na rotina, mas não substituem o consumo regular de água.

 

“É importante desmistificar a ideia de que apenas a água participa do processo de hidratação no verão. Ela continua sendo fundamental, mas o equilíbrio entre líquidos e eletrólitos também pode ser favorecido pela alimentação, e frutas e vegetais frescos entram como fontes complementares nesse processo”, afirma Paiva.

 

Bebidas naturais também podem complementar a ingestão de líquidos. A água de coco, por exemplo, fornece potássio e outros eletrólitos. Sucos de frutas regionais preparados sem excesso de açúcar e chás gelados sem açúcar também podem variar as opções ao longo do dia.

 

Por outro lado, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas merece atenção, principalmente quando há exposição prolongada ao calor. Manter água disponível e beber regularmente ao longo do dia é uma das medidas mais simples para reduzir o risco de desidratação.

 

Crianças e idosos precisam de atenção

 

O cuidado deve ser ainda maior com crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, considerados pelo Ministério da Saúde grupos mais vulneráveis aos efeitos das temperaturas extremas.

 

Para crianças e idosos, Paiva recomenda que a oferta de líquidos seja distribuída durante todo o dia, sem depender apenas da sensação de sede.

 

“Especialmente entre crianças e idosos, a sede pode não ser percebida com a mesma intensidade, o que aumenta o risco de desidratação. Por isso, recomendamos oferecer líquidos e alimentos hidratantes em intervalos regulares, independentemente da queixa de sede”, orienta.

 

Na Amazônia, o cenário também é influenciado pelos períodos de estiagem. O guia do Ministério da Saúde destaca que a seca pode ampliar os riscos de desidratação entre grupos vulneráveis, considerando as particularidades climáticas e territoriais da região.

 

Além de manter água por perto, reduzir a exposição prolongada ao calor e priorizar uma alimentação equilibrada, com frutas e vegetais frescos, são medidas que podem fazer parte da rotina durante o verão amazônico.

 

Informações: Centro de Ensino Técnico (Centec)