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Notícia do dia 06/10/2026
Escolher um método contraceptivo vai além de buscar uma forma de evitar uma gravidez não planejada. Cada opção possui características próprias, indicações e formas de uso que precisam ser consideradas, já que a utilização inadequada pode reduzir a eficácia e, em alguns casos, aumentar o risco de efeitos adversos.
Entre os métodos disponíveis estão preservativos, pílulas, injeções, adesivos, anel vaginal, dispositivos intrauterinos (DIUs) e implantes. A escolha depende de fatores individuais, como condições de saúde, rotina e possibilidade de seguir corretamente as orientações de uso.
A farmacêutica Larissa Paiva, da rede Santo Remédio, explica que é importante conhecer as diferenças entre os métodos antes de optar por um deles. Preservativos e pílula do dia seguinte podem ser adquiridos sem receita, enquanto contraceptivos hormonais, como pílulas de uso contínuo, injeções, adesivos e anel vaginal, exigem prescrição médica.
Preservativo e pílula do dia seguinte
Além de ajudar na prevenção da gravidez, os preservativos externo e interno são os únicos métodos contraceptivos que também oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
O Ministério da Saúde recomenda a chamada dupla proteção, que associa o preservativo a outro método contraceptivo.
Já a pílula do dia seguinte deve ser utilizada de forma pontual, em situações como relação sexual sem proteção ou falha do método habitual. Segundo Larissa, ela não deve substituir um método contraceptivo regular, pois apresenta menor eficácia e o uso frequente pode provocar alterações no ciclo menstrual.
Métodos hormonais precisam de avaliação
Pílulas anticoncepcionais, injeções, adesivos e anel vaginal são métodos hormonais que precisam de avaliação individual antes da utilização. Dependendo das condições de saúde, determinados contraceptivos podem ser contraindicados ou exigir cuidados específicos.
As pílulas podem combinar estrogênio e progestogênio ou conter apenas progestogênio. As injeções podem ter aplicação mensal ou trimestral, enquanto o adesivo é trocado semanalmente e o anel vaginal permanece inserido pelo período indicado para cada produto.
A orientação profissional também ajuda a evitar problemas relacionados ao uso incorreto, como esquecimento de doses, atrasos nas aplicações ou utilização diferente da recomendada.
“O farmacêutico não substitui a consulta médica, mas também pode esclarecer dúvidas sobre modo de uso, possíveis interações com outros medicamentos e sinais de alerta que exigem atenção”, explica Larissa.
Opções de longa duração
Para quem busca métodos que não dependam de lembrança diária, existem alternativas de longa duração, como o DIU de cobre, o DIU hormonal e o implante contraceptivo. Esses métodos são reversíveis e dependem de inserção ou procedimento realizado por profissionais de saúde.
Também existem métodos cirúrgicos definitivos, como laqueadura e vasectomia, destinados a pessoas que não desejam ter filhos futuramente e que atendem aos critérios estabelecidos para os procedimentos.
Diante da variedade de opções, a escolha do contraceptivo deve considerar as condições de saúde, a rotina, as preferências e a possibilidade de utilização correta. O acompanhamento de um profissional de saúde é importante para avaliar qual alternativa é mais adequada para cada pessoa.
Mesmo para quem utiliza outro método contraceptivo, o preservativo continua recomendado por oferecer proteção contra as ISTs.
Informações: Santo Remédio
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