Foto – Wendell Ramos
Notícia do dia 19/10/2026
Cinco estudantes e uma professora do Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) Senador Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Filho, da rede municipal de Manaus, conquistaram o prêmio “Inovação” na etapa nacional do festival First Lego League (FLL) 2026, na categoria Explorer. A competição foi realizada no sábado (17 de outubro), no Rio de Janeiro (RJ).
A equipe garantiu a vaga nacional após conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o título de campeã regional, em junho. O resultado colocou os alunos da rede pública municipal em destaque em uma disputa que reuniu escolas particulares e instituições reconhecidas na área da robótica educacional.
O projeto apresentado pelos estudantes, chamado “Arquoguardião”, une tecnologia e conhecimento histórico para aproximar as crianças da arqueologia e incentivar a preservação da memória e da cultura. A iniciativa é coordenada pela professora Juliana Viana.
Segundo o gerente de Tecnologia Educacional da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Austônio Queiroz dos Santos, a participação no festival demonstra a importância da robótica na formação dos estudantes.
“Essa experiência fortalece o aprendizado por meio da robótica educacional, estimulando a criatividade, o raciocínio lógico, a colaboração e a inovação”, afirmou.
Projeto aproxima estudantes da arqueologia
O trabalho desenvolvido pelo grupo também estimula a curiosidade científica, a colaboração e a busca por soluções com o uso da tecnologia. Para a professora Juliana Viana, a experiência ajuda os estudantes a compreenderem a importância da preservação histórica e cultural.
“As crianças aprenderam que proteger o passado é valorizar a nossa história, desenvolver a curiosidade científica, trabalhar em equipe e utilizar a tecnologia para solucionar problemas”, explicou.
A equipe integra o Curumim Tech, clube de robótica ligado ao Procurumim, projeto formativo da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM), da Semed. A iniciativa oferece aos estudantes experiências com programação, robótica, cultura maker e pensamento computacional.
Robótica também ensina a superar desafios
Para a estudante Danielly Bianca Souza, do 5º ano, a participação na competição representou a realização de um sonho. Ela contou que o desenvolvimento do projeto exigiu pesquisa, dedicação e superação de dificuldades.
“No começo, tinha muitas dificuldades, mas, estudando, pesquisando e aprendendo com o nosso monitor Malaquias e com a professora Juliana, a gente foi evoluindo. Foi difícil, mas, ao mesmo tempo, foi muito legal aprender coisas novas e conhecer mais sobre arqueologia”, relatou.
A aluna também ressaltou que a robótica contribui para o desenvolvimento de habilidades que vão além da programação e da construção de modelos, como o respeito, a divisão de tarefas e o trabalho em equipe.
“A gente aprende que não devemos desistir dos nossos sonhos”, concluiu.
Informações: Alexandre Abreu-Semed/Manaus.