Fotos – Valdo Leão / Semcom
Notícia do dia 01/10/2026
As memórias deixadas pela pandemia de Covid-19 estão reunidas em uma exposição que chegou a Manaus nesta quarta-feira (30/9). A mostra nacional “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros” está aberta ao público no Museu da Cidade de Manaus, no Paço da Liberdade, no Centro Histórico.
Promovida pelo Ministério da Saúde, a exposição tem formato multimídia e interativo e reúne relatos, fotografias, vídeos, cartazes, diários, mensagens e testemunhos de pessoas de diferentes regiões, culturas e realidades do país.
Entre os episódios resgatados está a crise de oxigênio enfrentada por Manaus em 2021, período que marcou profundamente a cidade durante a pandemia.
Para o presidente da Manauscult, Marcio Braz, a mostra cria um espaço de memória, escuta e reflexão sobre as experiências vividas durante aquele período.
“É uma exposição tecnológica, interativa e cheia de memórias e sentimentos. São depoimentos de mulheres e histórias de pessoas que viveram aquele período, além dos nomes de pessoas que infelizmente faleceram em decorrência da pandemia. Para a Prefeitura de Manaus, este é um momento de muita sensibilidade, escuta, observação e reflexão”, afirmou.
A exposição já passou por Brasília (DF) e São Paulo (SP), onde recebeu mais de 20 mil visitantes. A proposta é homenagear pessoas afetadas pela Covid-19 e estimular reflexões sobre ciência, saúde coletiva, comunicação e memória social.
Durante a abertura, o secretário municipal de Saúde, Nagib Salem, também falou sobre as mudanças na estrutura da saúde pública desde o início da pandemia. Segundo ele, a rede municipal foi ampliada nos últimos anos, com novas unidades e estruturas para atendimento da população.
“A gente não pode esquecer o que aconteceu. Quando lembramos o que passou, também pensamos no que mudou de lá para cá em relação à estruturação da saúde pública. Houve uma melhora na estrutura e, hoje, teríamos condições de oferecer um atendimento melhor à população, caso uma pandemia desse porte voltasse a acontecer”, destacou.
A temporada em Manaus é realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Centro Cultural do Ministério da Saúde, e permanece aberta até 29 de novembro.
Entre os relatos apresentados está a história do cacique Messias Kokama, que morreu durante a pandemia, e de sua filha, a cirurgiã-dentista Miriam Moreira. Ela ressaltou que a exposição também serve como alerta para as próximas gerações sobre a importância da prevenção e da vacinação.
A mostra ainda reúne relatos de pessoas que perderam familiares e tiveram suas vidas e trabalhos afetados durante a pandemia, como a comissária de bordo Danielle Alves.
Informações:Larissa Damasceno / Semcom