Foto: Pedro Coelho
Notícia do dia 01/10/2026
Prefeitos e prefeitas dos municípios do interior do Amazonas realizaram, nesta quinta-feira (1º), uma mobilização conjunta para cobrar do Governo do Estado o repasse da segunda parcela do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), que está atrasado desde agosto.
Em Parintins, o prefeito Mateus Assayag participou da mobilização em coletiva à imprensa realizada no Hospital Regional Jofre Cohen. Segundo ele, a segunda parcela deveria ter sido repassada aos municípios em agosto. Para Parintins, o valor é de aproximadamente R$ 2,7 milhões.
O recurso destinado às prefeituras corresponde a 10% da arrecadação do FTI e foi programado para ser repassado em três parcelas quadrimestrais. De acordo com Mateus, os valores são utilizados na manutenção dos serviços de saúde, custeio e investimentos.
“Estamos somando forças junto com todos os prefeitos e prefeitas do Estado do Amazonas para que possamos receber a parcela do FTI, que está atrasada desde agosto. Não faltou diálogo com a Secretaria de Saúde, com o Governo do Estado, por parte da Associação dos Municípios do Amazonas. Infelizmente, chegamos a esse ponto de precisar somar forças para ter acesso à segunda parcela”, afirmou.
Prazos foram estendidos
Mateus afirmou que a Associação dos Municípios do Amazonas manteve tratativas com o Governo do Estado e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) nas últimas semanas, mas os prazos para liberação dos recursos foram sucessivamente adiados.
“Foi dado um prazo inicialmente até o final de agosto. Entrou setembro e a Associação dos Municípios iniciou as tratativas com o Governo do Estado e com a Secretaria de Saúde. Esse prazo foi dilatado várias vezes. A última informação era de que o recurso estaria na conta dos municípios até terça-feira, depois passou para quarta-feira”, relatou.
Segundo o prefeito, diante da ausência do pagamento, os gestores municipais decidiram realizar a cobrança de forma conjunta.
“Ontem à noite, em reunião com a Associação dos Municípios, chegamos ao entendimento de que hoje faríamos uma cobrança coletiva. É uma forma de sensibilizar o Governo do Estado e a Secretaria de Saúde para que façam o repasse, porque os serviços de saúde dos municípios do interior não podem aguardar. Saúde tem que ser na hora”, afirmou.
A mobilização, segundo Mateus, não representa paralisação dos serviços públicos.
“Ninguém está parando o sistema de saúde dos municípios, ninguém está prejudicando a população. É apenas uma manifestação pacífica para sensibilizar o Governo do Estado e a Secretaria de Saúde para que façam o repasse aos municípios que têm esse direito”, declarou.
Recurso é usado na saúde e infraestrutura
O prefeito também afirmou que o FTI representa uma fonte importante de recursos para os municípios do interior, com aplicação em áreas como saúde, infraestrutura e desenvolvimento.
Segundo ele, a primeira parcela também sofreu atraso, mas foi posteriormente paga. Já a segunda parcela ultrapassou 30 dias sem ser repassada.
“Esse é um recurso que originalmente deveria ser destinado aos municípios para o desenvolvimento do turismo, da saúde e da infraestrutura. É também uma forma de compensação para que os municípios do interior possam promover o seu desenvolvimento”, disse.
Prefeitura mantém planejamento
Mesmo com o atraso, Mateus afirmou que a Prefeitura de Parintins mantém medidas para evitar impactos na prestação dos serviços de saúde.
“Estamos fortalecendo as parcerias com os nossos parlamentares federais e estaduais, fazendo uma programação financeira para que não faltem serviços, medicamentos e mutirões de cirurgia. Estamos fazendo todo um planejamento para não deixar faltar saúde dentro do município de Parintins”, afirmou.
O prefeito também citou a ampliação da rede municipal, com novos equipamentos, serviços e profissionais.
“Parintins tem um sistema de saúde crescente a cada mês. Estamos instalando novos equipamentos, novos serviços e incorporando novos profissionais para ofertar uma saúde cada vez melhor para os nossos usuários. Estamos fazendo economia e planejamento financeiro, mas é claro que esse recurso faz falta e, com certeza, com ele poderíamos fazer muito mais”, concluiu.
Informações: Prefeitura de Parintins