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Prefeitura faz alerta sobre aumento da malária durante o verão amazônico em Manaus

Semsa orienta moradores e turistas a reforçarem os cuidados contra a doença

Prefeitura faz alerta sobre aumento da malária durante o verão amazônico em Manaus Fotos – Divulgação/Semsa Notícia do dia 15/07/2026

 

O início do verão amazônico e a vazante dos rios acenderam o alerta para o aumento dos casos de malária em Manaus. Diante do período considerado sazonal para a doença, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) orienta moradores e frequentadores de balneários, igarapés, sítios e comunidades da zona rural e periurbana a redobrarem os cuidados e ficarem atentos aos sintomas da infecção.

 

 

Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador da Semsa, Marinélia Ferreira, a redução do nível dos rios favorece a formação de criadouros naturais do mosquito Anopheles, responsável pela transmissão da doença.

 

 

Além das condições ambientais, a especialista destaca que o período coincide com as férias escolares e com o aumento da procura por áreas de lazer, o que amplia a exposição da população ao mosquito.

 

 

“Com o início do verão amazônico, muitas pessoas procuram áreas de lazer e permanecem expostas justamente nos horários de maior atividade do mosquito transmissor, principalmente ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é fundamental adotar medidas de prevenção e estar atento aos sintomas da doença”, orienta Marinélia Ferreira.

 

 

A recomendação é que qualquer pessoa que apresente febre após permanecer em áreas com transmissão da doença procure imediatamente uma unidade de saúde para realizar o exame.

 

 

Mais de 3,2 mil casos registrados

 

 

De janeiro até 30 de junho deste ano, Manaus contabilizou 3.284 casos de malária. Historicamente, entre junho e setembro, período de maior incidência da doença no município, o número de registros aumenta, em média, 52,3% em comparação aos cinco primeiros meses do ano.

 

 

Em 2025, a capital amazonense registrou 8.383 casos, sendo 3.341 apenas entre junho e setembro.

 

 

A Prefeitura disponibiliza o diagnóstico da malária em 55 unidades de saúde, sendo 38 na zona urbana e 17 na zona rural, com oferta de testes rápidos que permitem iniciar o tratamento logo após a confirmação da doença.

 

 

Segundo o chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e interromper a cadeia de transmissão.

 

 

“Os exames são simples e rápidos, permitindo que o resultado seja disponibilizado em poucos minutos e possibilitando o início imediato do tratamento, medida fundamental para a recuperação do paciente e para a interrupção da transmissão da doença”, afirmou.

 

 

Sintomas e prevenção

 

 

A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles infectada pelo protozoário do gênero Plasmodium. Os sintomas costumam surgir entre sete e 15 dias após a infecção e incluem febre alta, calafrios, tremores, suor intenso, dor de cabeça, dores no corpo, fadiga e mal-estar.

 

 

Para reduzir o risco de contaminação, a Semsa recomenda o uso de repelente, roupas de mangas compridas, calças, mosquiteiros e telas de proteção em portas e janelas. Também é importante evitar permanecer em áreas de mata, rios, lagos e igarapés nos horários de maior atividade do mosquito, principalmente ao amanhecer e ao entardecer.

 

 

Além das orientações à população, a Semsa mantém ações permanentes de vigilância, diagnóstico precoce, monitoramento de áreas de risco, instalação de mosquiteiros, busca ativa de casos, aplicação de biolarvicidas e termonebulização espacial, conhecida como fumacê.

 

 

Com informações de Eurivânia Galúcio/Semsa.