Foto: Divulgação/IA
Notícia do dia 16/09/2026
A procura por vacinação em farmácias cresceu 56% em 2025, na comparação com o ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). O avanço acompanha a expansão das salas de vacinação nesses estabelecimentos e indica uma maior busca por alternativas de acesso à imunização.
Presentes em diferentes bairros e, muitas vezes, com horários de funcionamento ampliados, as farmácias passaram a oferecer serviços de saúde além da dispensação de medicamentos, como vacinação, testes rápidos e aferição de pressão.
“Percebemos um aumento importante na procura por vacinação nas farmácias desde o início da oferta do serviço. O público varia desde idosos, que preferem a praticidade da imunização sem precisar agendar ou enfrentar filas, até quem precisa de vacina com mais urgência, por exemplo, antes de viajar”, afirma o supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio, Jhonata Vasconcelos.
Em Manaus, a rede conta com unidades equipadas com salas de vacinação. Entre os imunizantes disponíveis estão os destinados à prevenção de influenza, hepatites A e B, dengue, HPV e herpes-zóster. A aplicação é realizada por farmacêuticos habilitados, em ambientes reservados.
Segundo Vasconcelos, o procedimento segue os protocolos sanitários exigidos para o serviço. “O farmacêutico é capacitado para aplicar a vacina com segurança e para orientar o cliente sobre esquema vacinal e possíveis reações”, explica.
Cobertura vacinal
A ampliação dos pontos de vacinação ocorre em um período de recuperação da cobertura vacinal no Brasil. Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças que não receberam nenhuma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche caiu de 255 mil, em 2024, para 50 mil em 2025.
O resultado representa uma redução de aproximadamente 80% em um ano. De acordo com a OMS e o Unicef, o avanço reflete a melhora da cobertura vacinal e o aperfeiçoamento dos sistemas brasileiros de registro e divulgação dos dados de imunização.
Para Vasconcelos, a ampliação dos locais de acesso pode contribuir para que mais pessoas mantenham a carteira de vacinação atualizada. Nesse cenário, as farmácias funcionam como uma alternativa complementar aos demais pontos de imunização.
Antes da dose
Apesar da maior facilidade de acesso, a escolha da vacina deve considerar fatores individuais, como idade, histórico vacinal e condições de saúde.
“É sempre importante ouvir um profissional de saúde para saber quais vacinas são indicadas para cada idade e verificar se há alguma contraindicação, já que algumas podem não ser recomendadas para certos grupos ou ser exclusivas de outros”, ressalta Vasconcelos.
A oferta de vacinação em farmácias no Brasil foi possibilitada pela regulamentação desses estabelecimentos como unidades de assistência à saúde. Para prestar o serviço, é necessário cumprir requisitos sanitários, contar com profissionais habilitados e manter estrutura adequada para armazenamento e aplicação dos imunizantes.