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Vereadores de Parintins denunciam suspeita de cartel de combustíveis ao Ministério Público

Denúncia foi assinada por outros nove parlamentares

Vereadores de Parintins denunciam suspeita de cartel de combustíveis ao Ministério Público Foto: Divulgação Notícia do dia 13/08/2025

 

 

Um grupo de dez vereadores de Parintins protocolou, no dia 12 de agosto, uma denúncia formal ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) contra postos de combustíveis do município. O documento aponta suspeitas de prática abusiva, formação de cartel e comercialização irregular de combustíveis, além de possíveis fraudes volumétricas e adulteração do produto.

 

 

A denúncia foi assinada pelos vereadores Alex Garcia (PSD), Paulo Cesar Rodrigues Linhares (Presidente da Câmara), Márcia Auxiliadora Cardoso Baranda (vice-presidente), Azamor Paulo Cardoso Pessoa (MDB), Fábio Gadelha Cardoso (Podemos), Josenaldo Batista Lima (Podemos), José Tupinambá Ribeiro Ponte (PP), Carlos Julvan Silva de Medeiros (PSD), Wilson Tardelly Lopes Cursino (União) e Francisco Walteiltom de Souza Pinto (Avante).

 

 

Preço acima da média e suspeita de cartel

 

 

Segundo os parlamentares, apurações e denúncias recebidas pelo mandato mostram que o preço médio do litro da gasolina comum em Parintins atinge R$ 8,39, valor considerado muito acima da média estadual e nacional. Além disso, a uniformidade de preços entre os postos levanta indícios de combinação prévia, caracterizando possível cartel e prática abusiva contra os consumidores.

 

 

Relatos de fraude e combustível adulterado

 

O documento também menciona denúncias de combustível adulterado e fraude volumétrica, nas quais as bombas estariam fornecendo quantidade inferior à informada no painel, gerando prejuízo direto à população e danos aos veículos.

 

 

Providências solicitadas

 

Os vereadores pedem que o MP-AM:

 

1. Abra procedimento investigatório para apurar indícios de crime contra as relações de consumo e formação de cartel;

 

 

2. Solicite informações ao Procon, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM) sobre ações de fiscalização realizadas nos últimos 12 meses;

 

 

3. Adote medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para proteger os consumidores de Parintins.

 

 

A denúncia também foi protocolada junto ao Procon, ANP e Ipem-AM, órgãos responsáveis pela fiscalização técnica e de mercado. No Legislativo, foram apresentadas as indicações nº 814/2025 (à ANP) e nº 821/2025 (ao Ipem-AM) para reforçar o pedido de fiscalização.

 

 

Os parlamentares afirmam esperar que a apuração do MP-AM garanta a defesa dos direitos da coletividade e coíba práticas ilegais no mercado de combustíveis local.

 

 

AmEmPauta