Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Notícia do dia 07/05/2026
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a 5ª fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional ligados ao Banco Master. Entre os alvos está o senador Ciro Nogueira.
De acordo com informações da Agência Brasil, policiais federais cumpriram dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, que também determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores.
A nova etapa da investigação aprofunda suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março deste ano no âmbito do escândalo conhecido como “caso Master”. A PF aponta indícios de favorecimento político ao grupo financeiro em troca de vantagens econômicas.
Segundo as investigações divulgadas pela imprensa nacional, a Polícia Federal encontrou mensagens e registros financeiros que indicariam pagamentos mensais de R$ 300 mil ao senador Ciro Nogueira, além de despesas com viagens internacionais e restaurantes supostamente custeadas por Vorcaro. A defesa do senador nega irregularidades.
Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, é presidente nacional do Progressistas (PP), um dos principais líderes do Centrão e apoiador da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro . O senador passa a integrar a lista de nomes ligados ao campo bolsonarista citados nas investigações do caso Master.
A PF também cumpriu mandados contra pessoas próximas ao núcleo investigado, incluindo o irmão de Ciro Nogueira e familiares de Daniel Vorcaro. Um dos presos temporariamente nesta fase foi Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro.
Nas fases anteriores da Operação Compliance Zero, a PF já havia realizado dezenas de mandados em vários estados brasileiros, além do bloqueio bilionário de bens e afastamento de investigados de cargos públicos. O caso é considerado um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
AmEmPauta
Com informações da Agência Brasil