Redes Sociais
Notícia do dia 14/12/2025
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) entregou neste domingo (14) sua carta de renúncia ao mandato à Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pela assessoria da Presidência da Casa.
“A Câmara dos Deputados informa que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje”, diz o comunicado oficial.
Com a saída de Zambelli, assume a vaga o primeiro suplente do Partido Liberal em São Paulo, Adilson Barroso, que obteve a maior votação entre os suplentes da legenda nas eleições de 2022.
A renúncia ocorre poucos dias após um desfecho contraditório entre os Poderes. Na quarta-feira (10), o plenário da Câmara rejeitou a cassação do mandato da parlamentar. Foram 227 votos favoráveis à cassação, 170 contrários e 10 abstenções — número insuficiente para alcançar os 257 votos exigidos.
Dois dias depois, na sexta-feira (12), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, confirmar a determinação do ministro Alexandre de Moraes que decretava a perda automática do mandato de Zambelli. O julgamento ocorreu em plenário virtual, com votos dos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
Como a decisão do STF ainda não havia sido formalmente comunicada à Câmara, a Casa não executou a perda do mandato. Nesse intervalo, Zambelli apresentou a carta de renúncia, encerrando o vínculo parlamentar por iniciativa própria.
Controvérsias
Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carla Zambelli construiu sua trajetória política marcada por episódios de forte repercussão judicial e institucional. Ao longo do mandato, a agora ex-deputada foi alvo de investigações, ações penais e decisões judiciais em diferentes frentes.
Entre os casos mais conhecidos está o episódio ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli foi flagrada armada perseguindo um homem nas ruas de São Paulo. O caso resultou em inquérito e ações na Justiça, com questionamentos sobre porte e uso de arma de fogo e conduta em período eleitoral.
A parlamentar também foi envolvida em investigações relacionadas à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), episódio que ganhou repercussão nacional e levou o STF a analisar sua responsabilidade penal em conjunto com outros investigados. Além disso, Zambelli respondeu a processos por divulgação de informações falsas, ataques às instituições e afronta a decisões judiciais.
As sucessivas controvérsias fizeram com que a deputada acumulasse decisões restritivas, medidas cautelares e condenações em instâncias superiores, culminando na determinação do Supremo pela perda automática do mandato — ainda que não executada a tempo pela Câmara.
AmEmPauta