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Notícia do dia 09/07/2026
Sentir falta de ar ao subir escadas ou durante pequenos esforços físicos nem sempre é consequência da falta de condicionamento. O sintoma pode ser um dos primeiros sinais de insuficiência cardíaca, doença que atinge cerca de 1,7 milhão de brasileiros e pode comprometer a capacidade do coração de bombear sangue para o organismo.
O alerta é da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que marca nesta quinta-feira (9) o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca para reforçar a importância do diagnóstico precoce e da continuidade do tratamento.
Além da dificuldade para respirar durante atividades físicas, os principais sintomas incluem fadiga muscular e retenção de líquidos. Segundo o cardiologista Marcus Simões, membro da SBC, essas manifestações costumam ser confundidas com os efeitos do sedentarismo ou do envelhecimento, o que pode atrasar a procura por atendimento médico.
“Durante o esforço físico, o coração é mais requisitado. Quando você força a musculatura, ela tem que receber mais sangue, e aí o coração tem que bombear mais sangue. Então, é na hora do esforço que o coração usualmente demonstra que não está bem”, explicou.
De acordo com o especialista, a insuficiência cardíaca geralmente surge como consequência de outras doenças, como infarto, problemas nas válvulas do coração, diabetes, hipertensão e doença de Chagas. Nesses casos, o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente, provocando o aparecimento dos sintomas.
Marcus Simões alerta que a doença pode evoluir para quadros graves quando não é tratada adequadamente. Segundo ele, pacientes com insuficiência cardíaca podem apresentar internações frequentes e risco de mortalidade entre 30% e 50% em cinco anos.
O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica, complementada por exames como raio-X de tórax, ecocardiograma, exames laboratoriais e biomarcadores.
Embora não tenha cura em muitos casos, a insuficiência cardíaca pode ser controlada com medicamentos — muitos deles disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) —, além da prática de atividade física orientada e do tratamento da doença que deu origem ao problema.
Dados da SBC mostram que cerca de 25% das descompensações ocorrem após a interrupção do tratamento. Infecções, arritmias, hipertensão, infarto e miocardite também podem agravar o quadro.
As recomendações mais recentes para diagnóstico e tratamento da insuficiência cardíaca serão reunidas na nova diretriz brasileira da SBC, prevista para ser apresentada em outubro, durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro.
Com informações da Agência Brasil.