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Fapeam lança edital de R$ 26,6 milhões e amplia investimentos em pesquisa no Amazonas

Fundação também divulgou resultado do Ciência na Escola e lançou caderno de popularização científica

Fapeam lança edital de R$ 26,6 milhões e amplia investimentos em pesquisa no Amazonas Fotos: Ayrton Lopes/Fapeam Notícia do dia 01/07/2026

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) anunciou, nesta terça-feira (30), um pacote de ações para ampliar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação no estado. Entre as medidas estão o lançamento de um edital de R$ 26,6 milhões para fixação de pesquisadores doutores, a divulgação do resultado final do Programa Ciência na Escola (PCE) e a apresentação de uma publicação voltada à popularização da ciência.

 

Os anúncios foram realizados durante evento na sede da Fapeam, em Manaus, reunindo pesquisadores, gestores, professores, estudantes e representantes de instituições de ensino e pesquisa.

 

Segundo a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, as iniciativas fazem parte de uma política pública voltada ao fortalecimento da produção científica e da formação de pesquisadores em diferentes etapas da educação.

 

“O que estamos celebrando é uma política pública de ciência, tecnologia e inovação construída com planejamento, compromisso e visão de futuro. Uma política que aproxima a ciência da sociedade, fortalece nossas instituições de pesquisa, valoriza os pesquisadores e desperta nas novas gerações o interesse pelo conhecimento”, afirmou.

 

Edital destina R$ 26,6 milhões para pesquisadores

 

O principal anúncio foi o lançamento do edital do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Brasil – Conhecimento Brasil (Profix-CB), desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

 

O programa disponibiliza R$ 26,6 milhões para apoiar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação desenvolvidos por doutores vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu de instituições sediadas no Amazonas.

 

O objetivo é fortalecer grupos de pesquisa estratégicos, ampliar a produção científica e consolidar o sistema de ciência e inovação no estado.

As inscrições seguem abertas até 17 de agosto.

 

Ciência mais próxima da população

 

Durante a cerimônia, a Fapeam também lançou o Caderno de Popularização em Ciência, Tecnologia e Inovação, publicação que reúne resultados de projetos apoiados pelos programas Parev e POP CT&I.

 

Entre 2019 e 2026, as duas iniciativas receberam aproximadamente R$ 25 milhões em investimentos para realização de congressos, seminários, oficinas, feiras e outras ações voltadas à divulgação científica em diferentes municípios do Amazonas.

 

A publicação apresenta experiências nas áreas de educação, sustentabilidade, inovação tecnológica e desenvolvimento regional, evidenciando os impactos da pesquisa científica para a população amazonense.

 

Programa Ciência na Escola aprova 700 projetos

 

Outro destaque foi a divulgação do resultado final do Programa Ciência na Escola (PCE), considerado uma das principais iniciativas de incentivo à iniciação científica na educação básica.

 

Com investimento de R$ 6,51 milhões do Governo do Amazonas, o edital aprovou 700 projetos entre as 2.088 propostas apresentadas, beneficiando 32 municípios e concedendo 2.800 bolsas para estudantes e professores.

 

O programa contempla alunos do ensino fundamental, ensino médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Educação Escolar Indígena e outras modalidades de ensino, em parceria com secretarias municipais e estadual de Educação.

 

A secretária executiva pedagógica da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, Roberta Prestes, destacou a importância da iniciativa para despertar o interesse dos estudantes pela pesquisa desde a educação básica.

 

“São mais de 1.700 inscrições entre capital e interior, envolvendo estudantes e professores em projetos diversos. Isso aproxima a ciência da escola e oferece aos alunos um novo olhar sobre a pesquisa”, afirmou.