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SUS inicia rastreamento inédito do câncer de intestino com novo exame para milhões de brasileiros

Governo federal anunciou protocolo para detecção precoce da doença e prevê ampliar o acesso à prevenção para mais de 40 milhões de pessoas.

SUS inicia rastreamento inédito do câncer de intestino com novo exame para milhões de brasileiros Foto: Rafael Nascimento/MS Notícia do dia 22/05/2026

 


O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (21), um protocolo inédito para rastreamento e detecção precoce do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir do segundo semestre deste ano, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) será adotado como exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.

 

A medida foi anunciada pelo ministro Alexandre Padilha durante agenda em Lyon, na França, e integra a estratégia do programa Agora Tem Especialistas para ampliar o acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer no país.

 

Segundo o governo federal, a expectativa é ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros ao diagnóstico precoce do câncer de intestino, atualmente o segundo tipo mais frequente no Brasil, desconsiderando os casos de pele não melanoma.

 

“Estamos anunciando a primeira política de rastreamento do câncer colorretal no nosso sistema”, afirmou Alexandre Padilha.

 

O FIT funciona por meio da detecção de sangue oculto nas fezes, podendo identificar pólipos, lesões pré-cancerígenas e câncer intestinal ainda em estágio inicial. O exame será utilizado como triagem para indicar quais pacientes precisarão realizar colonoscopia.

 

Entre as vantagens do novo método estão a praticidade, o baixo custo e a possibilidade de detectar até 92% dos casos de câncer colorretal. O teste também dispensa restrições alimentares e pode ser feito com apenas uma amostra.

 

Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que o país deve registrar cerca de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano no triênio 2026-2028.

 

Durante a agenda internacional, Alexandre Padilha também participou da assinatura de um memorando entre a Fiocruz e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer para cooperação em pesquisas, inovação e políticas voltadas ao cuidado oncológico.

 

Por GOV.BR