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Vacinação em dia ajuda a prevenir doenças e reduzir hospitalizações

Revisão da caderneta permite identificar doses pendentes e verificar quais imunizantes são recomendados para cada idade e condição de saúde

Vacinação em dia ajuda a prevenir doenças e reduzir hospitalizações Foto: magnific Notícia do dia 29/10/2026

 

Manter a vacinação em dia é uma das principais medidas para prevenir doenças infecciosas, reduzir complicações e evitar hospitalizações. A revisão da caderneta permite identificar doses pendentes e verificar quais imunizantes são recomendados em cada fase da vida, considerando a idade e as condições de saúde.

 

A infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Sylvia Freire, ressalta que a checagem regular da carteira de vacinação ajuda a manter a proteção contra doenças que podem ser prevenidas por meio da imunização.

 

“Manter a vacinação em dia é um cuidado que deve acompanhar todas as fases da vida. Por isso, é fundamental criar o hábito de revisar a carteira de vacinação e aproveitar cada oportunidade para atualizar as doses necessárias”, afirma.

 

Vacinas recomendadas em diferentes fases da vida

 

Entre os imunizantes que merecem atenção está a vacina contra a gripe (influenza), cuja composição é atualizada anualmente para acompanhar as mudanças nos vírus em circulação. A imunização é especialmente importante para crianças pequenas, idosos e gestantes, grupos mais vulneráveis a complicações.

 

A vacinação contra a covid-19 também deve ser observada, com doses recomendadas conforme a idade, as condições de saúde e as orientações vigentes para cada grupo. Para pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença, a periodicidade pode variar de acordo com a condição clínica.

 

Outro cuidado é manter a proteção contra o tétano e a difteria. Para quem completou o esquema primário, o reforço da vacina dT é geralmente indicado a cada dez anos. A vacina dTpa também oferece proteção contra a coqueluche e é recomendada durante todas as gestações, a partir da 20ª semana, para ajudar a proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

 

A partir dos 50 anos, a vacina contra o herpes-zóster também merece atenção. A doença é causada pela reativação do vírus da varicela, responsável pela catapora, que permanece no organismo. Uma das possíveis complicações é a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor persistente mesmo após o desaparecimento das lesões na pele.

 

Proteção contra pneumonia, meningite e sarampo

 

As vacinas pneumocócicas ajudam a prevenir infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite e infecções na corrente sanguínea. A escolha da formulação depende de fatores como idade, condições clínicas e histórico de vacinação.

 

A imunização contra o sarampo também exige atenção. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a verificação do histórico vacinal ajuda a identificar a necessidade de completar o esquema recomendado.

 

A revisão da caderneta ganha relevância diante do registro de casos de sarampo no Brasil em 2026, já que a manutenção de uma cobertura vacinal adequada contribui para evitar a circulação do vírus.

 

Segundo Sylvia Freire, a vacinação coletiva também ajuda a proteger pessoas que não podem receber determinados imunizantes, como bebês muito novos e indivíduos com comprometimento do sistema imunológico.

 

“A imunização em massa ajuda a proteger tanto os indivíduos como aqueles que não podem se vacinar, como bebês muito novos ou pessoas com o sistema imunológico comprometido”, explica.

 

A orientação é conferir a caderneta e procurar uma unidade de saúde para verificar quais doses são necessárias, de acordo com a idade, o histórico vacinal e as recomendações aplicáveis a cada pessoa.

 

Informações: Sabin Diagnóstico e Saúde.