Foto: Alex Pazuello e Diego Peres/Secom
Notícia do dia 09/02/2026
O governador Wilson Lima comandou, nesta segunda-feira (09/02), a primeira reunião, de 2026, do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, para alinhar as ações de prevenção e pronta-resposta à cheia dos rios no Amazonas. O encontro reuniu secretarias estaduais e órgãos do sistema de proteção e defesa civil, que já trabalham de forma integrada na assistência às famílias que podem ser afetadas no interior.
A prioridade, segundo o governador, é antecipar as medidas de apoio humanitário e estruturar a resposta antes do pico da enchente, reduzindo impactos sociais, econômicos e de saúde pública.
“Alguns municípios já começam a decretar situação de emergência e a gente reúne o nosso comitê para se antecipar e tomar providências em áreas estratégicas, como ajuda humanitária com distribuição de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, além do reforço na saúde, com envio de insumos para prevenir e combater doenças comuns nesse período”, destacou o governador Wilson Lima.
O monitoramento hidrológico aponta que as nove calhas de rios já estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média, principalmente, nas regiões oeste e centro-sul do Amazonas. A estimativa é de impacto direto em 35 municípios, alcançando cerca de 173 mil famílias e mais de 690 mil pessoas.
Atualmente, o município de Eirunepé está em situação de emergência. Outros 11 municípios estão em alerta: Boca do Acre, Canutama, Carauari, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Pauini e Tapauá; 13 municípios permanecem em atenção, com acompanhamento contínuo das equipes técnicas: Amaturá, Apuí, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Humaitá, Jutaí, Maraã, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé e Tonantins.
Ação Integrada
De acordo com o secretário da Defesa Civil do Amazonas, Francisco Máximo, o pico da cheia nas calhas do Juruá e do Purus pode ocorrer de forma antecipada, já nas próximas semanas, o que exige mobilização imediata do Estado para garantir abastecimento, transporte, atendimento de saúde e assistência às comunidades isoladas.
“Considerando a necessidade de garantir os serviços essenciais, todas as ações preparatórias e mitigadoras, como energia, água, telecomunicações e internet, são realizadas com antecedência. Nessas reuniões, compartilhamos os prognósticos para que todos os entes tenham acesso às informações e possam adotar as medidas necessárias, permitindo um enfrentamento organizado”, afirmou o secretário.
Entre as medidas previstas estão o envio de cestas básicas, água potável, caixas d’água e purificadores do programa Água Boa, kits de higiene e limpeza, medicamentos, além da compra de alimentos da agricultura familiar para reforçar a segurança alimentar das famílias atingidas.
A área da saúde também reforçou o plano de contingência, com distribuição de kits de medicamentos específicos para o período de cheia, abastecimento de vacinas e soros, além do monitoramento diário de doenças de veiculação hídrica, como leptospirose, diarreias, malária e dengue. O Barco Hospital São João XXIII deve ser direcionado aos municípios prioritários.
Na educação, o Estado já se organiza para garantir alternativas pedagógicas, como o programa Aula em Casa, com videoaulas por meio do Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam), caso escolas sejam afetadas. As equipes também acompanham possíveis impactos no transporte escolar e no fornecimento de merenda, por meio do programa Merenda em Casa, que distribui kits alimentares aos estudantes com dificuldades de acesso às unidades escolares.
O Corpo de Bombeiros intensificou a Operação Inverno Amazônico, com reforço de equipes para possíveis ocorrências de deslizamentos e erosões de margens, mais comuns neste período, enquanto órgãos ambientais e do setor primário monitoram perdas na produção rural e orientam agricultores para minimizar prejuízos.
Com o alinhamento das ações, o Governo do Amazonas busca garantir resposta rápida e coordenada, minimizando prejuízos à mobilidade, ao abastecimento, à produção rural e à qualidade de vida das populações mais vulneráveis durante o período de cheia.